terça-feira, 25 de outubro de 2011


Desfile assistido por autoridades municipais e estaduais do palanque oficial
O desfile em comemoração aos 114 anos de emancipação política de Jequié, na manhã de terça-feira (25) na avenida Rio Branco, teve como tônica principal as homenagens a escritores, poetas e jornalistas  com  participações na construção da história contemporânea da cidade. Foram destacados nessas homenagens, caracterizadas por alunos dos projetos sociais da Secretaria de Desenvolvimento Social, o  historiador Emerson Pinto de Araújo, autor dos livros, “História de Jequié”, “Capítulos da História de Jequié” e “A Nova História de Jequié”,  ao lado do poeta e escritor Luis Cotrim e dos jornalistas (já falecidos) Wilson Novais (autor da letra do Hino Oficial de Jequié)  e de  Henrique Meira Magalhães (com o desfile dos seus filhos Anatólio, Henrique, Raymundo e Carlos Éden), do escritor, poeta e romancista Wally Salomão e representando as novas gerações o artista de cinema e teatro Zéu Britto.
Personalidades jequieenses vivas e as já falecidas mereceram destaques no desfile
O desfile do aniversário do município de Jequié apresentou também como novidades as presenças de representantes das secretarias municipais, a Academia de Letras de Jequié-ALJ e o movimento em defesa da criação da Universidade Estadual do Rio das Contas-Unerc, além da banda do Batalhão da Polícia Militar de Ilhéus. Somaram-se a essas participaões especiais, a Filarmônica Amantes da Lira, o Colégio da Polícia Militar, colégios municipais, Guarda Municipal,  19º Batalhão PM/Jequié, 9º Grupamento de Bombeiros, Samu 102 fazendo demonstração de atendimento a acidentado  e no encerramento,   cavaleiros e amazonas representando o Sindicato Rural de Jequié-SRJ.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011


Ambientes Virtuais de Aprendizagem

Cristina Haguenauer*
Este artigo, adaptado do texto publicado originalmente na  Revista Mídia e Educação em 7/08/2003, apresenta e discute aspectos relativos ao uso de Ambientes Virtuais de Aprendizagem.
É notável que o avanço tecnológico possibilitou uma nova realidade educacional: o ensino mediado por computador. A inserção do computador na educação provoca uma mudança de comportamento dos participantes do processo ensino - aprendizagem. Um de seus efeitos é o aumento crescente da quantidade de informação disponível e acessível aos alunos e professores. Paralelamente, surge a possibilidade de contato remoto entre os participantes do processo através da comunicação pela Internet. Desta forma, a sala de aula perde gradativamente suas fronteiras de tempo e espaço.
Esse novo ambiente de aprendizagem favorece também a reflexão e a reformulação das metodologias de ensino praticadas nas escolas e nas universidades.
O ambiente virtual propicia o resgate de uma postura mais ativa e menos passiva dos alunos. O professor também é afetado por estas mudanças, deixando de ser o centro do processo - detentor de todo o conhecimento – para transformar-se em um mediador das atividades de aprendizagem. Nessa nova realidade, o ensino tende a tornar-se mais individualizado, adaptando-se aos diferentes perfis psicológicos, formas de aprender e comportamentos dos diferentes alunos. O estudo adquire maior flexibilidade, podendo ser realizado de acordo com a disponibilidade de tempo do aluno e no local mais adequado.
O professor também precisa adaptar-se à nova tecnologia e ao seu novo papel na sala de aula virtual. Como essa é uma mudança brusca nos paradigmas do ensino tradicional, a opção pela modalidade semi-presencial atende às dificuldades de difusão e absorção de novas tecnologias, além de permitir um custo mais acessível do que nos programas de ensino totalmente a distância. Esse formato de transição (semi-presencial) não entra em choque com o modelo tradicional, apenas incorpora elementos novos ao modelo com que professores e alunos estão acostumados, facilitando a introdução das novas tecnologias.
O desenvolvimento de materiais didáticos para uso em Ambientes Virtuais de Aprendizagem exige conhecimentos de diversos campos, como informática, programação visual, psicologia da aprendizagem e o conteúdo específico a ser ensinado, o que pressupõe a existência de uma equipe transdisciplinar. Esse novo formato de trabalho leva o professor a uma reformulação de suas práticas e métodos de ensino, de forma a obter uma mudança de qualidade significativa no processo ensino - aprendizagem.
É fundamental fornecer suporte na preparação do professor para exercer suas funções neste novo ambiente, aproveitando ao máximo os recursos oferecidos pela plataforma. É de vital importância que o professor esteja preparado para se relacionar com seus alunos através da interface computacional e para isso ele precisa dominar as ferramentas disponíveis. Uma barreira a ser ultrapassada é a visão tradicional do professor sobre o ensino. A aplicação da tecnologia na educação, o que para muitos professores é vista como um risco, não substitui nenhum dos elementos envolvidos com o ensino presencial tradicional. O ensino semi-presencial mantém ainda as principais referências do ensino presencial. Desta forma, tanto alunos quanto professores, podem realizar uma transição suave para o novo contexto e os professores podem se concentrar na adaptação e utilização das estratégias mais adequadas ao novo ambiente de ensino.
Acreditamos que o uso de Ambientes Virtuais de Aprendizagem é mais uma alternativa para dinamizar o ensino e tornar as aulas presenciais mais agradáveis e interessantes. Porém, sua adoção como suporte ao ensino presencial, depende fortemente da existência de uma infra-estrutura adequada e de uma proposta pedagógica eficiente, fatores primordiais na promoção de uma melhoria significativa do processo ensino - aprendizagem.
Professores e alunos precisam ser alfabetizados em relação às possibilidades das novas tecnologias, de modo que os desníveis de conhecimento tornem-se cada vez menores. A curiosidade e o interesse, tanto dos alunos quanto dos professores, por novidades tecnológicas pode contribuir muito para o avanço da Educação apoiada pelas Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (NTICs).
* Profa. Cristina Haguenauer é Engenheira Civil pela UERJ, Mestre em Ciências pela PUC-RJ, Doutora pela Coppe/UFRJ. Professora da Escola de Comunicação e do Programa de Pós-Graduação em Lingüística Aplicada da Faculdade de Letras da UFRJ. Pesquisadora na área de Tecnologias da Informação e da Comunicação aplicadas à Educação e à Gestão do Conhecimento, coordena o Latec – Laboratório de Pesquisa em Tecnologias da Informação e da Comunicação desde de 2000.
** Adaptado do texto publicado originalmente na revista mídia e educação em 7/08/2003, http://www.tvebrasil.com.br/educacao
** É permitida a utilização parcial ou integral deste texto, desde que citada a fonte.
 

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